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sexta-feira, 4 de março de 2011

Vietnow 002

Então eu cheguei numa Senhora Sargeto e pedi que me desse algo pra fazer.
Burro, burro, por que não fiquei quieto num canto esperando que meus acessos e equipamento chegassem?

Me puseram sentado no meio de um monte de caixotes de munição.
Minha função era de dar um pacote de quatro carregadores e três granadas para cada soldado.
Além de duas caixas médias de munição para o pessoal do apoio de fogo.
E ainda foguetes pro pessoal do anti-blindados. Nunca se sabe o que a selva vai cuspir no meio do seu Pelotão.

O serviço era pesado, chato e bem tedioso, mas eu gostei.
De possível espião passei a possível Auditor encarregado da qualidade da munição!
Os soldados ficaram felizes, pensaram que finalmente o Alto Comando estava se importando com eles.
Perguntei a Sargento quando ela passou o que ela achava disso tudo, ela sorriu e perguntou se eu iria me sentir mal em continuar a brincadeira. Disse que não.
Ganhei uma maçã dela quando ela retornava do rancho em direção a sala de comunicação.

Em resumo, foi um dia divertido.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Vietnow!

02 de junho de 2078. Sayonara City.

Hoje peguei um transporte aéreo de "Sayonara City" como o pessoal do aeroporto chama.
Nem sei como se pronuncia o nome desse lugar.
Eu sou um ranger do 35º Batalhão da Força de Paz da América Unida.
Eu já trabalhei na construção civil, fui advogado um tempo, depois parti pro ramo da segurança privada e agora aos 28 anos decidi me alistar no exército.
Nunca se é velho demais pra morrer pelo continente.

Estou indo pro posto avançado 41-8, depois de uma semana de treinamento. Disseram que tudo bem porque lá é longe da guerra. Yeah Right.

Quando chego na base os malucos apontam armas destravadas pra mim gritando que eu só posso ser um espião. Depois de quase ser morto, o mal entendido é desfeito.
Eu estou morto.
Pelo menos é o que diz o informe da Companhia de Inteligência enviado à base.
Erro de digitação. (1) para vivo (0) para morto em combate.
hehehe. E eu nem tinha dado entrada na base ainda.
O foda foi que como eu estava oficialmente morto, não havia armamento nem munição a minha espera, quanto mais acesso aos sistemas da base.
Alguém já disse que essa guerra era divertida, mas ninguém me disse que ela tinha um senso de humor doentio.

Ninguém gosta de um novato por perto, e eu, orgulhoso não gosto de pedir favores.
Isso vai ser interessante.