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sexta-feira, 4 de março de 2011

Vietnow 002

Então eu cheguei numa Senhora Sargeto e pedi que me desse algo pra fazer.
Burro, burro, por que não fiquei quieto num canto esperando que meus acessos e equipamento chegassem?

Me puseram sentado no meio de um monte de caixotes de munição.
Minha função era de dar um pacote de quatro carregadores e três granadas para cada soldado.
Além de duas caixas médias de munição para o pessoal do apoio de fogo.
E ainda foguetes pro pessoal do anti-blindados. Nunca se sabe o que a selva vai cuspir no meio do seu Pelotão.

O serviço era pesado, chato e bem tedioso, mas eu gostei.
De possível espião passei a possível Auditor encarregado da qualidade da munição!
Os soldados ficaram felizes, pensaram que finalmente o Alto Comando estava se importando com eles.
Perguntei a Sargento quando ela passou o que ela achava disso tudo, ela sorriu e perguntou se eu iria me sentir mal em continuar a brincadeira. Disse que não.
Ganhei uma maçã dela quando ela retornava do rancho em direção a sala de comunicação.

Em resumo, foi um dia divertido.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Brilho de Glória 007

O que aconteceu foi que a Realidade queria compensação pelo que foi tirado.
Armas nucleares são poder, força e medo.
Elas geram histórias, lendas e boatos.
O que a Realidade fez foi substituir tudo isso por outras coisas.
Como aquele infeliz moleque era um nerdzinho, acredito que a loucura tenha vindo de sua mente.

Todos os sonhos e pesadelos da literatura e ficção surgiram no mundo.
Coisas clássicas e novos terrores.
De um mundo clássico, passamos a um mundo sem o fantasma do inverno nuclear para um mundo onde zumbis, elfos, fadas, lobisomens, assassinos serias do cinema, monstros e tudo o mais que você possa imaginar surgiram como realidade.

Por isso que nações hostis não conseguiram entrar em guerra.
Estavam lutando e morrendo no seu próprio quarto.

E continuamos lutando. Morte e destruição. Eu era cabo em Agulhas negras na época, hoje sou sargento. Tenho depressão e stress pós-traumático.
A maioria das pessoas tamém.
Mas continuamos lutando pra sobreviver a cada dia.
Não temos escolha.
Ou melhor temos, lutar ou morrer ( e talvez voltar como algum horror depois).

Eu carrego água benta, estacas, e um monte de baboseiras que algumas vezes funcionam e as vezes só geram vergonha.
Minha pistolas é carregada com balas de ouro, prata e ferro frio. Intercaladas no carregador. Já me salvaram 2 vezes.
O improviso salva mais do que tudo.
Cada dia um milagre e um pesadelo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Brilho de Glória 006

Como esse guri fez isso?
Como ele matou um terço da humanidade em 3 dias e deixou o resto se fudendo em morte e destruição e guerra e loucura?

SImples.

Sendo um pacifista ingênuo...

Pobre diabo, sumiu, espero que esteja morto e que tenha sido rápido.

O nosso nobre herói, estudou magias e linguas antigas com a mesmo voracidade que cuidava da informatica e das ciencias exatas.
Ele praticamente criou uma equação para num passe de mágica (literalmente) livrar o mundo das armas nucleares.
Ele invadiu todos os principais canais de noticia do mundo e anunciou o seu Desejo.

E ele realizou seu Desejo.

No instante seguinte, as armas nucleares não mais existiam, nem locais de procução, nem urânio, nem o conhecimento, só ficou a lembrança.

Imaginamos que países declarariam guerra assim que tivessem confirmação da não-mais-existência do gênio atômico.

Eles até tentaram fazer isso, mas não deu tempo.

A realidade, meu Querido Leitor, é uma vadia.
Muito mais mal humorada do que a minha pessoa com TPM.

A realidade quis Retribuição e Retribuição foi feita.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Brilho de Glória 005

Bem, como o mundo chegou no caos que está?
Se alguém for ler meu diário espero que seja algum historiador ou alguém que guarde livros.

Não me lembro quando foi a última vez que vi uma biblioteca inteira.
Estranho usar uma agenda de escola de inglês como diário.
As pessoas riem de mim, não por escrever um diário, mas por fazer isso em papel usando caneta ou lápis. Não quero arriscar que um pulso eletromagnético apague minhas lembranças.

Escrever é bom.

Como o mundo chegou no pé que está?
Dezembro de 2010, e dizem que um guri de 17 anos, um nerd que já tinha 3 graduações pelo MIT começou a pesquisar magia. Até então se costumava rir disso.
Costumávamos rir de pacifistas também.
Eu costumava rir quando um homem/garoto me passava uma cantada ruim.

Bem, o que houve é que esse guri, talvez um dos mais inteligentes da história da humanidade, no período de três anos estudou quantidades monstruosas de magia.
Ele aprendeu uma dezena de linguas mortas.

e depois, matou em menos de 3 dias, um terço da humanidade...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Brilho de Glória 004

De volta das "férias" e jogada direto na ação mais um vez.
Sem descanso nem folga.
Um novo pelotão e toda a merda do dia a dia.

Fomos despachados pra uma ilha de Fernando de Noronha.
O que quer que tenha acontecido lá gerou muitos pequenos "velociraptors".
Escrevo em aspas porque não sei o que aqueles lagartos cretinos eram.
Billy e Joey perderam dedos/braços no primeiro ataque.

Aqueles cretinos babacas do Informações poderiam ter nos dado mais ... informações?!?!
Depois de muitos disparos, gritaria e sangue limpamos a ilha.
A ação durou apenas 3 horas, mas acredite, pareceram dias.

Eu estava cansada, meio lerda pela licensa e aqueles putos me jogam nessa fogueira?
Com um pelotão de novatos que até então só haviam enfrentado humanos?
E depois de retornar ao porta-aviões ainda recebi uma chamada do meu Tenente que disse que eu sai muito bruscamente do briefing.
POrra! Já tinham dado a (pouca) info. Ele queria que eu ficasse pro café.
E eu estava estourando de dor de cabeça por causa dos remédios pra combater a rejeição da minha prótese.
Fora que por causa do peso desta merda eu vivo com dor nas costas.

Welcome to Duty.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Brilho de Glória 003

Relembrando agora eu só me lembro da porta do transporte abrindo.
E a explosão.
Depois acordei aqui no hospital, fui coçar o olho e comecei a gritar.
Meu braço direito não estava mais lá. O enfermeio teve que me dopar com uma seringa.
No dia seguinte (me disseram depois)ao acordar estava uma psicológa ao meu lado.
Luana qualquer coisa.
Ela me contou que assim que íamos desembarcar o veículo foi atingido por três granadas.
Eu e mais dois tivemos sorte. O resto do pelotão virou papinha. Não pudemos dar nenhum tiro. Eu perdi meu braço direito.
Mas a analista disse que tudo ia ficar bem, embora meu plano de saúde não cobrisse a clonagem de um novo. O Exército iria pagar a prótese de um braço mecânico (mas a manutenção seria por minha conta...)
Me sentia estranha, eu que nunca precisei usar nem óculos iria me tornar a porcaria de uma ciborgue.

Me deram uma licensa de 40 dias. Tempo necessário para a adaptação. Se eu tivesse despertado algumas horas a mais, eu não teria gritado pela falta do membro, teria gritado por ver aquele monte de metal.
Ah, sim, o exercito me informou que a prótese eles instalam, mas se eu quiser que parece um braço humano eu que terei que pagar a cobertura.

Bem, agora é hora de pensar no que irei fazer nessas 4 semanas de férias.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Brilho de Glória - 002

Mais um dia se inicia, mais uma cansativa missão.
Dores no corpo, mas alguém tem que trabalhar. Alguém tem que liderar.
Eles olham para mim a procura de cansaço e de confiança.
É difícil ser mulher chefiando um pelotão. Piadinhas sussuradas.
O mundo mudou. AS mentes continuam iguais.

Estamos em 2015.

Tudo de ruim aconteceu.
Muita coisa boa surgiu.
Pena que foi tudo ao mesmo tempo. Cada dia uma descoberta. Um desafio e um milagre.
Cada dia uma pesadelo e uma carnificina.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Brilho de Glória - 001

Eu acordo pela manhã.
Abro meu olhos
Eu tento achar as estrelas mas elas não estão lá. Só trevas. Desde que esta tempestade começou. Três dias seguidos. Sem sol. Sem lua.
Este é o diário da Sargento Phillips.

Apenas para o caso...