Mostrando postagens com marcador guerra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador guerra. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Torin 001

- Torin, venha cá, rapaz.
O garoto se aproxima, chateado e olhando para o chão.
- O que lhe incomoda?
- Eu não gosto de ter que vestir essas roupas e .... e carregar essas marretas o dia todo. Eu só quero os meus tios.
- Mas nós estamos em algo que só posso definir como guerra. Aqueles seres estranhos. Quando eles aparecem, muitos morrem. Eu sou responsável por você...
- Mas.... o senhor viu. Soldados e guerreiros morreram. Adultos e eu sou só uma criança. Pra que eu vou usar essas marretas se vou morrer se eles atacarem.
- CALE-SE! É assim que você vai honrar seus pais? Desistindo? Por acaso você deixa de comer só porque sabe que vai sentir fome depois? Você não se agasalha quando uma nevasca está chegando só porque vai sentir um pouco de frio?

Torin começa a soluçar e chorar baixo.
Alguns momentos se passam.
O garoto joga as marretas no chão, cai sentado e chora com as mãos no rosto.

Vento Cinzento se levanta e começa a caminhar pela rua. E some na multidão.

-x-

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Eu vou acender um fósforo esta manhã...

Para tentar iluminar esta terra desolada.
Sei que é entediante falar do dia seguinte.
Quando os combates cessaram e só há ruínas.
E tudo o que você quer é uma cerveja gelada.

Vocês me julgam, assassino, matador, sanguinário.
Me chamem de mercenário, ou de soldado,
Mas não me insultem com suas frases de efeito,
Que vocês nem lembram de onde vieram.

Eu só seguia ordens, sim, isso é verdade.
Quando se quer sobreviver, às vezes é preciso
Apertar o gatilho, esvaziar o carregador,
Derrubar um garoto de 15 anos... e viver pra relembrar.

A guerra é feita de soldados, mas não são eles que as iniciam,
Ninguém mais que um soldado deseja a paz.
Sim, é clichê mas é verdade, não me chame de herói.
Eu sou apenas um cara zoado com stress pós-traumático.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Vietnow!

02 de junho de 2078. Sayonara City.

Hoje peguei um transporte aéreo de "Sayonara City" como o pessoal do aeroporto chama.
Nem sei como se pronuncia o nome desse lugar.
Eu sou um ranger do 35º Batalhão da Força de Paz da América Unida.
Eu já trabalhei na construção civil, fui advogado um tempo, depois parti pro ramo da segurança privada e agora aos 28 anos decidi me alistar no exército.
Nunca se é velho demais pra morrer pelo continente.

Estou indo pro posto avançado 41-8, depois de uma semana de treinamento. Disseram que tudo bem porque lá é longe da guerra. Yeah Right.

Quando chego na base os malucos apontam armas destravadas pra mim gritando que eu só posso ser um espião. Depois de quase ser morto, o mal entendido é desfeito.
Eu estou morto.
Pelo menos é o que diz o informe da Companhia de Inteligência enviado à base.
Erro de digitação. (1) para vivo (0) para morto em combate.
hehehe. E eu nem tinha dado entrada na base ainda.
O foda foi que como eu estava oficialmente morto, não havia armamento nem munição a minha espera, quanto mais acesso aos sistemas da base.
Alguém já disse que essa guerra era divertida, mas ninguém me disse que ela tinha um senso de humor doentio.

Ninguém gosta de um novato por perto, e eu, orgulhoso não gosto de pedir favores.
Isso vai ser interessante.