sábado, 25 de outubro de 2014

Substitutos (Surrogates) - História em Quadrinhos


 Life... only better.

Terminei de ler nesta manhã “Substitutos”, de Robert Venditti & Bertt Weldele.
Essa HQ que deu origem ao filme “Substitutos (Surrogates)”, com Bruce Willis. Que por sinal ainda não assisti.
O que posso dizer em relação a esta história? 

É uma interessante ficção científica sobre um futuro no ano de 2.054 (engraçado que junto com essa HQ eu ganhei ontem um livro que se passa em 2.050) onde 92% das pessoas de uma metrópole não saem mais de casa com seus corpos naturais. Elas se conectam a terminais e o que é ativado e sai para trabalhar ou se divertir são robôs com a aparência do proprietário. Ou não.
O que me atrai em ficção científica são as novas tecnologias e o exercício de imaginação de nos mostrar como essas tecnologias alteram as pessoas e a vida em sociedade. E esta história faz isso muito bem.
Mostrando que em vez de um mundo mais igualitário temos uma sociedade que potencializa os estereótipos de poder, como mulheres utilizando Substitutos masculinos para ter cargos mais importantes em algumas empresas.
O lado interessante dessas substituições é de que não existem mais policiais e bombeiros trabalhando “ao vivo”. Todas utilizam Substitutos. E como isso melhorou a qualidade do serviço.
A revista é iniciada mostrando um indivíduo destruindo dois modelos de Substitutos. A partir daí, o mundo novo nos é mostrado pelos olhos do policial que investiga esse crime e suas repercussões conforme a trama se desenvolve.
Algo que me chamou a atenção foram as propagandas e panfletos ao final das edições, ao melhor estilo Watchmen, de Alan Moore. Uma forma de nos dar mais informações desse maravilhoso mundo novo.
 Publicada originalmente pela editora Top Shelf, a edição que li é um encadernado lançado há uns anos pela Devir Livraria. Qualidade ótima do material. Essa deliciosa aventura ainda estava no plástico. Assim foi um prazer a mais abrir a embalagem e sentir o cheiro de revista nova. Obrigado Rodrigo pelo material.

Vida... apenas melhor.
(slogan da empresa que fabrica os Substitutos).

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Puppeteer

Este jogo Puppeteer é mais uma grata surpresa da minha assinatura da PSN Plus.
Desenvolvido pela Japan Studio, conta a  história é de um menino de um mundo mágico que é transformado em fantoche pelo vilão  e tem sua cabeça devorada. Então  deve iniciar uma jornada para recuperar sua cabeça, voltar ao normal e salvar o reino de fantasia.

É um  jogo muito divertido, bonito e colorido. Parece uma peça de teatro. Lembra um quadro do Castelo Rá-Tim-Bum! Ou ainda um show de fantoches. As criatura parecem feitas de papel machê.
A jogabilidade é simples: um botão de pulo, um botão de ação e um botão de trocar cabeças. Sim, o personagem troca de cabeças  e com isso abre algumas salas secretas.
A música toda orquestrada é mais um elemento da narrativa, acompanhando as ações do personagem principal que é mudo, mas isso não é problema visto que os demais personagens falam bastante.
Como por exemplo, a bruxa caricata que fala rimando e gritando, e  seu ajudante puxa-saco e de personalidade ambígua, (ainda não confio nele!).
A arma do personagem é uma tesoura, ideia muito bem sacada dos desenvolvedores, afinal em um mundo de fantoches, pano e papel, a tesoura é uma arma poderosa.
As transições de cenários mantém o clima de peça de teatro, fazendo o controle tremer todo.

Mas não se engane pensando que o jogo é infantil, pois ele tem um jeito de Coraline, de Neil Gaiman. Existem elementos de medo e terror. Mas não é exatamente algo de horror, porque existe muita animação e uma piada em especial com a Disney é impagável.

A dificuldade do jogo está na medida certa. Não é fácil demais que entedie, nem difícil demais a ponto de frustrar o jogador.
E por fim, se você conhece alguém que tem habilidades manuais, esse jogo é um prato cheio, uma fonte de inspiração para pegar tesoura e tecido e sair fazendo suas próprias versões caseiros dos personagens.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

05 de dezembro de 1978.

Havia uma homem. E uma mulher. E eles decidiram ficar junto. Não sei se os dois se amavam ou eram dois solitários cuidando um do outro.
Um dia o homem destruiu algo na fazenda que trabalhava.
O patrão disse que ia descontar uma parte do salário todo mês.
O homem não aceitou.
Ele disse para o patrão descontar todo o salário até pagar a máquina toda.
"Como você vai viver? São três salários seus".
"Isso é problema meu".

E o casal só se alimentou de pinhões que a mulher colhia por três meses.

•••

Um dia a mulher ficou grávida.
Perdeu a criança.
Ficou grávida de novo.
Novamente perdeu a criança.
Pela terceira vez ela engravidou.
E uma menina forte nasceu.

O homem ficou feliz, bebeu quase toda a vendinha.
E ao cartorário surdo de um ouvido deu um nome diferente daquele da folhinha.

•••

A menina teve uma irmã. Cresceram juntas.
Mas um dia um cachorro apareceu babando e foi morder a menina. Sua irmã corajosa entrou na frente.
O cachorro a mordeu. Ela morreu protegendo a menina que nunca a esqueceu.

•••

O homem que não tinha filho ensinou a menina como cuidar dos animais, fazer corda e derrubar árvores. Ele não sabia ler nem escrever, mas administrava a fazenda com um sistema só seu.
Ela não sabia cozinhar ou brincar de boneca.
Sabia quebrar rabo de boi e espantar vaca.
E até usar garrucha para assustar um garoto que quis se aproveitar que o homem não estava.

•••

A menina tinha um amigo de olhos azuis, mas logo ele foi embora com a família.
A menina sabia fazer várias cordas e um dia o homem disse que a ensinaria a fazer a mais difícil.
Mas ele não ensinou.
Ele morreu.
E ela nunca aprendeu.

•••

A menina cuidava da mulher. Cortando eucalipto e os afazeres do homem.
Um dia um machado um pé encontrou e para a cidade o fazendeiro as levou.
Lá ela trabalhou e estudou.
Queria ser advogada e matava aulas para ver filmes do Bruce Lee.
Só há pouco tempo ela me contou.

•••

Muitos anos depois a mulher adoeceu e não saia mais da cama.
A menina, agora adulta reencontrou o amigo de olhos azuis.
Muita coisa aconteceu e ela engravidou.

Disseram para ela tirar a criança.
Para ela dar a criança para alguém cuidar.
"Como vai cuidar de um neném, de uma velha e ainda trabalhar?"
Não houve desejos ou enjôos. Tudo correu bem.
E quando o filho nasceu, a mulher melhorou.

E ajudou a menina a cuidar dele.

Por dois anos, vovó e netinho conviveram.
Ela gostava de alimentá-lo com bolachas molhadas em café com leite.
Um dia a mulher vovó disse a menina adulta "me leve para o hospital".
"Está se sentindo mal?"
"Não, é que vou morrer daqui a dois dias e não quero que o meu netinho veja".
Dali a dois dias apenas mamãe e filhinho.

•••

Logo depois, o garoto trocou a única surra que tomou por longos castigos.
Ela o ensinou a falar direito.
Ela sacrificou muito por ele.

•••

Aos seis, sete anos quando gostava de se esconder pela casa das pessoas com quem morava de favor, ele perdeu a inocência ao descobrir o que a madrinha e a filha pensavam realmente dele.
Aos treze, deixou de achar seu nome feio e se sentiu envergonhado por até então achá-lo.
Aos quinze, ele descobriu como é fácil morrer. E decidiu viver.
Aos dezoito descobriu como é fácil magoar alguém e que a culpa não vai embora.

Nunca pensou que passaria dos vinte e cinco.

Aos vinte e oito decidiu virar adulto, sem deixar de ser criança.
Passou então a cuidar da menina/adulta/mamãe, como ela cuidara dele e da vovó mulher.

Eu sou filho de Ida. Neto de Suzana. Eu sou um Corrêa.

Nós aguentamos bastante. Erramos muito.
Somos apaixonados e furiosos.

Nós somos como aquele velho carro que derrapou na curva e ficou batido e enferrujado durante muito tempo.
Mas numa noite chuvosa, ligamos os faróis e atingimos a estrada e surpreendemos a todos.

Somos intrometidos, orgulhosos e bem-humorados.

E, por algum motivo, as pessoas gostam de nós.

Esse é só um pedaço da história da minha família.

Hoje é meu dia.
Comemorem comigo.
Amigos e Amigas.

Quem me Ama e quem me aguenta.

Há um sorriso azul nos meus olhos verdes.

sábado, 16 de junho de 2012

Como ouro.

Estava cochilando no ônibus indo pra trabalho na grande cidade de São Paulo, quando olhei para o lado e para o chão e na outra fileira de bancos eu vi...
Aquele vãozinho entre um dedo de pé e outro, entre o mindinho e o vizinho, não dava para ver o restante dos dedos porque eles estavam numa sapatilha dourada.
Parecia tão bonita aquela imagem.
Minha visão foi subindo pelas pernas envoltas numa calça jeans, fiquei imaginando como elas seriam à mostra. Um belo quadril, uma bolsa com detalhes de latão dourado.

... espere aí...

A sapatilha era de OURO, os detalhes da bolsa eram OURO.
Pisquei, esfreguei os olhos e aqueles longos cabelos negros se viraram e sorriram para mim. Um sorriso se formou. Talvez porque eu estivesse de boca aberta ou com cara de bobo.
Ela colocou o indicador no lábio e depois fez o gesto com o mesmo dedo indicando para eu chegar perto e sentar ao lado dela. Eu fui, não havia escolha.
Sentei, fiquei piscando tentando falar, nada saia.
Eu pensava “você não tem medo de andar como todo esse ouro por aí, na cara de todo mundo?”
“É tudo o que eu tenho, e as pessoas estão tão ocupadas com suas vidas que não se interessam em imaginar que pode mesmo ser ouro. É tudo o que restou.”
“Peraí, estamos conversando sem mexer a boca... você está ouvindo meus pensamentos?”
“Sim, foi bem gostoso ouvir você pensando carinhosamente nos meus pés, e a luxúria quando olhou para minhas pernas foi acalentadora.”
Eu puxo uma quantidade de ar pela boca que nunca vai esfriar o calor no meu rosto, me sinto como um menininho pego tentando ver uma prima trocando de roupa.
“Relaxe, o tesão, como vocês dizem, foi puro e natural, não foi algo sujo. Você sabe quem eu sou? Há um pouco do sangue do meu povo em você, muito ralo, mas está aí, uma ou duas gotas.”
“Eu sei que você é de onde a Irlanda é. Você é Danu?”
“Um dos meus nomes, sim, sou eu. Assim como eu não sou aquela Danu, eu sou algo menos que ela, algo diferente.”
“Estou no ônibus com uma deusa, eu não sei o que fazer, eu devo me curvar?”
“Você já me homenageou com seus pensamentos, e isso é bom”

E como um bom idiota que estraga uma conversa perfeita eu penso:
“o que houve com você? Por que está aqui num ônibus?”
Ela se entristece, eu me arrependo e já é tarde demais...
“Eu já fui loura, sabia? Às vezes eu penso que sou uma telefonista humana que está entediada com o trabalho, quer alguém que cuide dela. Ir trabalhar sem ter que pegar dois ônibus. Uma telefonista que se sente uma deusa às vezes. Eu já fui loura, sabia?”
E nesse momento eu quer abraçá-la, beijá-la, dizer com convicção que tudo vai ficar bem, que eu vou cuidar dela... mas eu não posso, o pensamento racional me diz que eu posso cuidar de mim e não dar a ela todo o conforto e luxo que ela merece. Que por mais que eu ajoelhe e a ame/adore/homenageie/ore por ela todos os minutos do dia, não serei capaz de mantê-la deusa por mais do que alguns minutos. E eu me sinto um merda por isso.
Ela fala num tom que quem prestar atenção pode ouvir: “ei, está tudo bem. Você me ajudou bastante já. Alegrou minha manhã.” Ela pisca e põe a mão no meu rosto.
E eu sinto: é como sair de uma casa gelada no inverno e sentir o sol esquentando cada parte do seu corpo. O mundo se ilumina e eu vejo todas as cores explodindo, os pássaros cantando e o vento soprando no meu rosto. Ela está majestosa na minha frente.

Então o riso de adolescentes que apontam para mim me desperta. Ela gentilmente fecha minha boca empurrando meu queixo para cima. Ambos sorrimos. Os idosos à nossa volta estão sorrindo. Eles entendem. Acho que viram o mesmo que eu.
Ela pede licença, dá sinal e se dirige a porta.
Eu quero ir com ela, saber mais. Na minha mente ela diz: “está tudo bem”.
Enquanto ela desce, percebo que ela tem flores tatuadas nos braços que não estavam lá.
E há mechas amarelas em seu cabelos que já não são totalmente negros.

“Eu já fui loura, sabe?”

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Foi em 1964...

Foi em 1964 que comecei a conhecer o mundo como ele é.
Pois nesse ano meu pai veio a falecer fiquei sendo o esteio da casa, meu irmão com apenas 17 anos saiu de casa indo morar com sua namorada.
Fiquei só e com a responsabilidade de cuidar de minha mãe, que com a morte de meu pai, ela começou a se entregar, não querendo nem sequer sair mais de sua cama, eu então arregacei as mangas e fui de machado em punho trabalhar em corte de eucalipto, onde eu cortava as árvores, media de 1,80m em 1,80m, cortava, descascava com um facão aqueles pedaços de eucalipto que conseguia levantar, os mais pesados usava o machado para poder tirar a casca.
Neste trabalho fiquei durante 6 meses até que um dia logo de manhã, cheguei ao trabalho coloquei meu almoço e água pendurados numa árvore, daí eu comecei a derrubar eucaliptos mais ou menos umas 8 árvores, atorei todas na medida certa, cortei os galhos e comecei a descascar os troncos mais grossos com o machado, só que os primeiros tem uns 50 cm de altura, onde eu colocava o pé esquerdo, vinha descascando e andando de costas, depois de nove toras escapou a pontinha do machado vindo acertar o meu pé, encostei o machado, abri aquele pequeno corte, era bem pequeno mesmo, mas dava para ver o osso, imagine só o que eu fiz? abri aquele corte, enchi com terra para estancar o sangue, pois continuei trabalhando até a tarde, empilhei todo o eucalipto onde deu 3,5m fim do dia.
Volto para casa, tomo banho, mas ao tirar a terra do corte, vejo que está com pus, tudo bem, pego bálsamo e faço curativo, preparo o jantar e vou dormir.
No dia seguinte não vou trabalhar, pois não posso colocar o pé no chão, que está inchado e dolorido, isto é quarta-feira. Passo esse dia, o outro e chega a sexta-feira o patrão chega para fazer o pagamento semanal.
Recebo o dinheiro da semana, em seguida ele (patrão) pede qu eu vá até minha casa e pegue o mais importante apenas o que caiba em uma camioneta, e lá vai eu e minha mãe para Jacareí morar em uma cozinha e um quarto no quintal de sua casa.
Cheguei em Jacareí à noite. No outro dia comecei a trabalhar como empregada doméstica na casa da filha desse senhor.
Passado quatorze anos tive meu filho que foi para escola com um ano de idade, pois não tinha creche aqui e não podia pagar babá e nem cuidar dele o dia todo, pois ainda minha mãe estava comigo.
Passado dois anos minha mãe faleceu, fiquei só com meu filho, mas sempre trabalhando sem descanso pois trabalhei durante 35 anos de domingo a domingo, quando eu fui aposentada.
Ai sim|: meu patrão que era construtor de imóveis e estava construindo casas no Jardim do Portal, pois ele chegou para mim e disse:
Quero que você e seu filho vão escolher uma casa que eu termino como vocês quiserem, daí vou mobiliá-la a seu gosto, a partir de então você e seu filho vão para sua casa, onde agora você só vai trabalhar três dias por semana, o que acha?
Respondi: Isso é bom demais.
Fui para minha casa, mas a patroa que é mesquinha, não deixou que eu descansasse, e em seguida me falou: "ah, sua casa é pequena, o que você vai fazer sábado, domingo e mais dois dias da semana? Aqui tem muito trabalho, você vem a semana toda e fica com sábado e domingo."
Pois é, quando eu me aposentei o salário mínimo era de R$513,00 e eu ganhava R$550,00, pois fiquei trabalhando 8 (oito) anos sem ter aumento até que no dia 2 de fevereiro de 2009, às 18:20 horas eu fui me despedir, minha patroa disse:
Aqui está seu pagamento, não precisa vir mais.
Pergunto: por que?
Responde: Não tenho mais condições de pagar.
Imagine oito anos trabalhar sem aumento de salário e ser despedida sem mais nem menos, o que você faria?
Porque não fiz nada
---x---x---
Mas hoje estou vivendo de verdade:
Conheci a Casa Viva Vida onde faço inúmeras atividades tais como:
Caminhada, Ginástica, Lian Gong, aulas de música, inglês, informática, dança cigana e teatro.
Ah! ia me esquecendo, como não pude estudar, agora estou estudando, estou na oitava série.
Não paro por aqui, vou em frente.

IDA.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Torin 002

002

De repente Torin percebe que está sozinho.
Ele arregala os olhos e olha em volta. - Onde está Vento? - levanta limpando as lágrimas e a sujeira do nariz. - Vento desapareceu?.
Olha mais uma vez em volta, devagar, o pequeno coração acelerando.
- Ele me deixou ? – o garoto diz baixinho.
Torin começa a correr pela multidão gritando pelo nome do clérigo, perguntando às pessoas próximas se o viram. Nada. Algumas pessoas nem lhe dão atenção.
Ele corre até a praça central, sobe na fonte para poder enxergar melhor. Não há sinal de Vento.
A criança quer chorar, mas percebe que não vai adiantar e ele mesmo tem que achar Vento.
Ele abaixa a cabeça tentando lembrar para que lado fica o templo da ordem...
Olhando para uma rua que parece familiar, o garoto começa a correr, desviando das pessoas, dando esbarrões em pessoas, desviando de mercadorias, correndo. – lá eles vão me dizer onde Vento está – ele quer sorrir, mas tenta correr um pouco mais rápido.

Após alguns minutos e ruas erradas, ele chega a entrada do templo. Quando pára para tomar fôlego percebe como está cansado. Apóia as mãos nos joelhos e fica arfando. Respira fundo e caminha para a entrada. Logo que passa pela porta principal percebe tudo tão escuro dentro do templo. O garoto espera até seus olhos se acostumarem com o lugar e então vê um homem apoiando as costas numa pilastra com as mãos cruzadas no peito.
- Vento? É você?
- Vento Cinzento ainda não retornou – diz o homem a pilastra.
Torin engole em seco (percebendo que está com sede) enquanto pensa em onde procurar Vento.
Uma mão toca repousa no seu ombro – deveria cuidar melhor das suas costas – Torin olha para trás e lá está Vento.
- Vento? ..... Vento! O garoto abraça o clérigo.
- Por que você me abandonou?
- Eu não te abandonei, eu lhe dei uma escolha. Eu estive atrás de você por todo o caminho. Fico feliz que você tenha conseguido se acalmar e vir para o templo.
- Por que você me abandonou?
Vento ergue uma sobrancelha – não te abandonei, Torin. Percebi apenas que não sei ser o pai que você precisa, ainda estou aprendendo a ser um guerreiro. Sou um clérigo tentando entender o mundo.
- Eu te achei Vento. Não fique tão bravo comigo. Eu vou seguir as suas ordens.
- Quero que você siga minhas ordens entendendo que não estou chateando você, mas quero o seu bem.
- Eu sei, Vento, eu sei. Eu vou tentar, mas não sei se vou conseguir.
Um sorriso aparece no rosto de Vento – Você leva jeito, Torin.
- Desde que percebeu que eu sumi, você não largou suas marretas.
O garoto dá dois passos para trás olhando para as mãos. As marretas estão lá. Suas mãos estão formigando de tanta força com que ele as apertava. Torin percebe que está sorrindo.

Na areia da praça ainda é possível ver as marcas na areia onde um garoto havia deixado suas marretas no chão.

-x-

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Torin 001

- Torin, venha cá, rapaz.
O garoto se aproxima, chateado e olhando para o chão.
- O que lhe incomoda?
- Eu não gosto de ter que vestir essas roupas e .... e carregar essas marretas o dia todo. Eu só quero os meus tios.
- Mas nós estamos em algo que só posso definir como guerra. Aqueles seres estranhos. Quando eles aparecem, muitos morrem. Eu sou responsável por você...
- Mas.... o senhor viu. Soldados e guerreiros morreram. Adultos e eu sou só uma criança. Pra que eu vou usar essas marretas se vou morrer se eles atacarem.
- CALE-SE! É assim que você vai honrar seus pais? Desistindo? Por acaso você deixa de comer só porque sabe que vai sentir fome depois? Você não se agasalha quando uma nevasca está chegando só porque vai sentir um pouco de frio?

Torin começa a soluçar e chorar baixo.
Alguns momentos se passam.
O garoto joga as marretas no chão, cai sentado e chora com as mãos no rosto.

Vento Cinzento se levanta e começa a caminhar pela rua. E some na multidão.

-x-

sábado, 5 de novembro de 2011

Pearl Jam 04/11/2011

Ontem fui a um show que estava esperando há um tempo...
Desde dezembro de 2005 quando fui no último.
Pearl Jam.
Uma das minhas bandas preferidas.
A favorita dentre as que estão em atividade.

Quero agradecer a minha amiga de longa data Anita que me avisou do show, comprou os ingressos e conseguiu lugar no onibus da excursão.
Show foi no estádio do Morumbi.
Organização estava ótima. Comida, entrada e banheiros.
Tudo bem organizado e a um preço justo.
Show começou com alguns minutos de atraso mas ....
Foi um ótimo show.
Começou com "Go", seguida de "Do the Evolution" pra animar mesmo!
Mais três músicas agitadas, depois uma pra acalmar e descansar "Elderly Woman Behind a Counter in a Small Town". Eu entendi como um reencontro entre a banda e nós fãs.
Talvez eu esteja enganado, ah, me deixem ser feliz. heheheh.
Depois... 12 músicas sem pausa pra agitar e pular, entre elas "Given to Fly", Gonna see my Friend" e "Black".

Pausa pra descanso.

Mais cinco músicas, sendo as duas últimas "why go" e "Jeremy".

Nova pausa.

Momento casais com "Last Kiss" seguida de "Betterman".
Maravilhoso ver todo o estádio cantando. Bonito de estar lá participando disso.
Em 2005 eu surtei ouvindo "Daughter".
Neste ano foi quase no fim, na antepenúltima música ao ouvir os acordes de "Alive", eu soltei um urro longo e comecei a cantar e dançar e foi sublime.
Assim que percebi que Eddie Vedder não canta mais "Daddy" na música, mas sim "Father", eu saí de mim... continuei cantando, mas estava uma vez mais longe, muito longe.
Pensando no meu passado. Entre 17 e 7 anos atrás. Em muitas coisas ruins e como lidei com elas, como gostaria de ter lidado com elas.

Foi bom.

Isso sim que é terapia, meu amigo.

...

Depois disso, o fechamento foi fantastico com "Baba O´Riley" do The Who.
Após a catarse que "Alive" causou em mim, três linhas de "Baba" caíram como um luva, no modo como eu me sinto em relação às coisas ruins do meu passado:

"I don't need to fight
To prove I'm right
I don't need to be forgiven."

"Eu não preciso brigar
Para provar que eu estou certo
Eu não preciso ser perdoado."

...

Teve uma música final, mas eu não me lembro.
Ótimo show. Baterias recarregadas.

"oowwww Alive,oowww and I´m still Alive...."

sexta-feira, 4 de março de 2011

Vietnow 002

Então eu cheguei numa Senhora Sargeto e pedi que me desse algo pra fazer.
Burro, burro, por que não fiquei quieto num canto esperando que meus acessos e equipamento chegassem?

Me puseram sentado no meio de um monte de caixotes de munição.
Minha função era de dar um pacote de quatro carregadores e três granadas para cada soldado.
Além de duas caixas médias de munição para o pessoal do apoio de fogo.
E ainda foguetes pro pessoal do anti-blindados. Nunca se sabe o que a selva vai cuspir no meio do seu Pelotão.

O serviço era pesado, chato e bem tedioso, mas eu gostei.
De possível espião passei a possível Auditor encarregado da qualidade da munição!
Os soldados ficaram felizes, pensaram que finalmente o Alto Comando estava se importando com eles.
Perguntei a Sargento quando ela passou o que ela achava disso tudo, ela sorriu e perguntou se eu iria me sentir mal em continuar a brincadeira. Disse que não.
Ganhei uma maçã dela quando ela retornava do rancho em direção a sala de comunicação.

Em resumo, foi um dia divertido.

terça-feira, 1 de março de 2011

At home Drawing Pictures

I really thought about the things I lived,
The things I left, the things I lied about.
Thinking that I could really change the world, the words, the whole
twisted mind of them.

Then, I realized that I remembered that it was all a joke!
Too serious for such a young mind.

Nevermind those distant troubles.
Tramble laughing the good facts of life.
Live them and once again and again.

(21/07/2009)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Então eu não ficarei sozinho...

É, eu vou agradar a todos,
Sorrir meu melhor sorriso
e dizer frases agradáveis
Porque é isso que as pessoas legais fazem.

Sinto muito ou nem tanto
Mas não é assim que eu ajo.
Eu falo a verdade quando me perguntam
Ou quando tentam ser melhores do que eu sou.

Sim, eu sou arrogante e orgulhoso.
Inteligente e mal-intencionado.
Mas eu não vou sorrir só porque você é meu chefe
Nem vou lhe prometer coisas que não posso cumprir.

Mentiras sociais são um problema e uma doença.
Gostaria de ter ainda mais despredimento social
Mas acho que não dá pra viver inteiramente assim
e ainda não ficar sozinho.

Eu tento, eu dou conselhos aqui e puxões de orelha ali.
Há casos em que eu simplesmente desisti.
Não dá pra perder tempo com quem não quer ouvir.
A vida, meu garoto é curta demais, mas você não deveria encurtá-la mais ainda.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Eu vou acender um fósforo esta manhã...

Para tentar iluminar esta terra desolada.
Sei que é entediante falar do dia seguinte.
Quando os combates cessaram e só há ruínas.
E tudo o que você quer é uma cerveja gelada.

Vocês me julgam, assassino, matador, sanguinário.
Me chamem de mercenário, ou de soldado,
Mas não me insultem com suas frases de efeito,
Que vocês nem lembram de onde vieram.

Eu só seguia ordens, sim, isso é verdade.
Quando se quer sobreviver, às vezes é preciso
Apertar o gatilho, esvaziar o carregador,
Derrubar um garoto de 15 anos... e viver pra relembrar.

A guerra é feita de soldados, mas não são eles que as iniciam,
Ninguém mais que um soldado deseja a paz.
Sim, é clichê mas é verdade, não me chame de herói.
Eu sou apenas um cara zoado com stress pós-traumático.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

"Você sabe com quem está falando?"

Frase que você tem que ser muito foda para proferir.
Lembre-se, você pode ser o dono, proprietário, Pesquisador-chefe, madre superiora, maaaaaasssss..... na maioria das vezes o seu poder vai até os limites da SUA instituição.

Não pague mico, nem passe por idiota.
Não importa o quanto você se acha importante ou o que o seu empregador (que pode ou não ser importante) tenha lhe dito ou lhe dado um manual.

Quando você vai pedir algo (ou encher o saco) de OUTRA instituição, lembre-se : Eles trabalham segundo as regras e normativos deles!
Eles não te pedem documentos porque você é bobo, chato e/ou feio. Os funcionários só seguem os normativos.
AH, e quando você pega o seu celular e liga pro seu chefe e pede pra ele ligar na bendita instituição ou pergunta pra ele com quem ele costuma falar, meu amigo, você está assinando um atestado de incompetância!
Você está gritando que é incapaz de entender as normas de uma instituição.
Você está berrando que é mimado, fraco e chorão.
Se vai começar a perguntar se tal coisa é legal ou se fere seus direitos, tenha certeza das respectivas leis, senão vai fazer papel de idiota.

Não dê carteiradas, Papai do Céu mastiga!

Ah, e se você se acha fodão, lembre que as instituições que poderiam resolver determinada solicitação no mesmo dia se VOCÊ tivesse trazido o documento que era SUA obrigação trazer, com certeza vai levar o prazo estipulado em lei para fazer o seu atendimento.

Nâo se iluda. Trate bem quem prepara sua comida e cuida de seu dinheiro.
Trate bem o motorista, o segurança, o porteiro, a atendente da loja, a moça do telemarketing ou do 0800.
Nenhum deles quer te foder, só querem atende-lo.
Mas... não provoque.

Ah, e se você não apresentar um documento de identificação válido eu não tenho como saber com quem eu estou falando.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Um feriado bom.

Eu nasci numa chácara.
Lá tinha muitos animais, nenhum carro, eu nem sabia o que era um carro.
Não me lembro do meu pai nem da minha mãe.
Só me lembro do dono da chácara.
Me lembro de como ele me chamava de monstro.
De como ele me batia muitas e muitas vezes só por eu ter nascido feio.
E porque ela podia. Era o que ele dizia.
Ele deixou cicatrizes nas minhas orelhas.
Fiquei tão fraco que nem podia mais andar, estava magro e faminto.
Eu estava morrendo.
Só porque eu era feio.

Me levaram pro hospital e disseram que eu não ia andar nunca mais.
QUe só tinha mais alguns dias de vida.

Mas uma médica acreditou e teve esperança, e cuidou de mim.

Os dias passaram.

e um dia, uma moça loira apareceu. Ela disse que eu era bonitinho.
Ela aceitou a proposta da médica de me levar pra casa.
Ela cuidou de mim e dizia que eu ia ficar bom.
Ela cuidou de mim quando eu vomitava e sujava a casa, o banheiro e a sala.
Ela me dava de comer e me dava carinho.

Muitos exames e muitos remédios.

Voltei a andar, ainda não posso correr, mas já posso passear e a médica disse que eu estou bem melhor e vou viver, mesmo que ainda esteja com a resistencia baixa.
Vomitei um pouco na rua ontem.

Mas eu sou feliz. Mesmo que me chamem de feio.
Eu sou feliz, porque a loirinha me ama e cuida de mim.

Meu nome é Johnnie Walker. E eu sou um Bulldogue.
Eu vivo perto da praia e todo dia passeio com minha dona.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Porta Giratória com Detector de Metais

"Essa merda só serve pra estressar a gente!"

Não minha senhora, a porta giratória do banco, essa mesmo que tem detector de metal serve pra sua segurança.

"Ah, mas o bandido armado deixam passar, com as minhas chaves encrencam"

Falando sério e verdadeiramente, quantas vezes você estava presente numa agência bancária e aconteceu um caso desse? Que o vigilante deixou alguém entrar armado no banco. Tem absoluta certeza que foi isso mesmo ou a história real é que algum funcionário estava feito refém do lado de fora ou com algum parente em poder do restante dos bandidos?
A porta é programada pra detectar qualquer quantidade de metal. Sim, ela detecta as suas moedas, suas chaves, as tachinhas da sua bolsa, a fivela do seu cinto, a bateria do seu celular, e sim, as coisas que você acabou de comprar na loja de ferragens antes de ir ao banco e até o alumínio da sua cartela de remédios.

"ah, o bandido vem com aquelas armas plásticas que a porta não detecta"

Mundo real por favor. As armas ditas "plásticas" só tem plástico na forma de um polímero ultra-moderno na sua cobertura, com o intuito de ficar mais leve e sofrer menos ferrugem, o mecanismo da arma que representa mais de 80 % dela continua sendo de aço e sim, vai ser detectado pela porta.
E se o bandido tem dinheiro pra comprar uma arma caríssima dessa pode acreditar que ele vai preferir investir o dinheiro em um fuzil de assalto.

"mas moço, o guarda que é safado e me trava na porta de sacanagem!"

Pééééé! resposta errada de novo! O vigilante não tem como travar a porta, o controle na mão dele serve só para destravar. E você pode não acreditar, mas o vigilante tem mais o que fazer do que ficar zoando clientes. Ele está ocupado cuidado da segurança dos clientes (você, talvez) e funcionários.

"Então pra que é que tem essa merda???"

É pra impedir que o crackentinho que tá devendo pro traficante e/ou tá na fissura de fumar outra pedra não entre na agência com uma faca ou um revolver pensando que vai roubar os caixas, mate ou machuque você que é cliente.
Pergunte pra qualquer pessoa que já foi assaltada por esses viciados se elas aceitariam passar pela experiencia "prazerosa" do assalto novamente só pra se ver livre da porta giratória.

A Porta Giratória com Detector de Metal é sua amiga e só quer te ver feliz.

P.S.: Se você estiver com seu cadastro em dia, feito todas as suas senhas de cartão, internet e telefone, você não precisa ir no banco e visitar a sua amiga PG.
P.S.2: Quem usa bota com bico de aço, não, vocês não podem entrar. E me responde uma coisa : você sabendo que pode ter que ir ao banco, não lembra de levar um tênis pro seu local de trabalho, seja na mochila, no carro ou na moto?

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Nintendo DS - Build a Lot

Olá a todos, estou agora fazendo uma review desse joguinho de DS : Build a Lot.

É um jogo em que você faz o papel de um construtor civil e tem que ... construir casas e outras coisas também, como bancos, correio e até castelos.

É um joguinho simples, viciante e irritante, heheh.
Toda fase você começa com um pouco de grana, alguns terrenos e um pouco de material de construção. Ah, é claro que cada fase tem um objetivo e um tempo (deadline) para ser cumprido. Caso você realize as tarefas antes da deadline, você ganha gold naquela fase.
Um incentivo se você é doido por achievements e por fechar jogos em 100%.

O jogo vai evoluindo aos poucos e alguns desafios vão surgindo também. As casas vão crescendo, depois é necessário fazer alguns upgrades e não deixar lotes vazios para não desvalorizar a vizinhança.

É claro que do meio pro fim começam as dores de cabeça, do tipo, se não fizer as coisas em determinada ordem e com planejamento (mexendo em 5 coisas ao mesmo tempo) é Game Over sem dó mesmo.
Ah, e as vezes o jogo te dá objetivos surpresas bem no meio da fase. prepare-se para surpresas desagradaveis (ou desafios, hehe).

Recomendo também por ser aquele tipo de jogo que dá pra jogar enquanto se espera alguém ou não há muito tempo disponivel. Não dá tempo de fazer uma side quest em final fantasy? Vá de Build a Lot.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Vietnow!

02 de junho de 2078. Sayonara City.

Hoje peguei um transporte aéreo de "Sayonara City" como o pessoal do aeroporto chama.
Nem sei como se pronuncia o nome desse lugar.
Eu sou um ranger do 35º Batalhão da Força de Paz da América Unida.
Eu já trabalhei na construção civil, fui advogado um tempo, depois parti pro ramo da segurança privada e agora aos 28 anos decidi me alistar no exército.
Nunca se é velho demais pra morrer pelo continente.

Estou indo pro posto avançado 41-8, depois de uma semana de treinamento. Disseram que tudo bem porque lá é longe da guerra. Yeah Right.

Quando chego na base os malucos apontam armas destravadas pra mim gritando que eu só posso ser um espião. Depois de quase ser morto, o mal entendido é desfeito.
Eu estou morto.
Pelo menos é o que diz o informe da Companhia de Inteligência enviado à base.
Erro de digitação. (1) para vivo (0) para morto em combate.
hehehe. E eu nem tinha dado entrada na base ainda.
O foda foi que como eu estava oficialmente morto, não havia armamento nem munição a minha espera, quanto mais acesso aos sistemas da base.
Alguém já disse que essa guerra era divertida, mas ninguém me disse que ela tinha um senso de humor doentio.

Ninguém gosta de um novato por perto, e eu, orgulhoso não gosto de pedir favores.
Isso vai ser interessante.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Steampunk

Como seria um mundo steampunk?
Acredito que não seria tão bonito como parece a primeira vista.
Afinal, estamos falando de steam, vapor!
Pra gerar vapor precisamos de calor.
E nesses mundos o vapor é geralmente gerado com carvão!

Ou seja, um mundo steampunk não seria bonito, seria um mundo sujo em que o cancer de pulmão reinaria.
Queimaduras de primeiro grau e cicatrizes reinariam.
Fracotes seriam os de pele lisinha.

Será que a Alemanha, a Rússia ou a Inglaterra dominariam?
Em que pé estaria a eletricidade?
E o mundo não brigando por petróleo... as nações lutariam por carvão?

Como seriam as armas em um mundo dominado pelo vapor?
E a vida nos países tropicais seria quase um inferno literal.
Como seriam os japoneses malucos desse mundo?

e a melhor pergunta: Haveriam Mechas a vapor?

quarta-feira, 31 de março de 2010

B. B. King

Bom dia a todos.

Com duas semana de atraso aqui publico minhas impressões sobre o show do bluesman B.B. King.
Foi na sexta-feira 19 de março.
O trânsito de São Paulo... sendo o transito de São PAulo, como sempre.
Compre um GPS. Ajuda mesmo.

Chegamos no Via Funchal e esperamos, eu e minha mulher. Ambiente muito agradável.
Estavámos esperando o Rei. Roberto Carlos não chega perto do título. E é claro que reconheço o valor e importancia de Elvis. Mas meu rei é B.B. King.

Com meia hora de atraso. A banda foi entrando e começou a tocar. TODOS eram músicos de talento. Ver cada um deles tocando foi um mini-show a parte.
Depois de 2 músicas, o rei entrou. Devagarinho e com uma pessoa ajudando-o a caminhar.
Ele se sentou e quando dedilhou sua guitarra, eu me arrepie todo.
Ao vivo sempre é melhor.

Extase, Felicidade, Delírio.

Difícil expressar com palavras mas lá vai.
Cada música era linda e maravilhosa. Sentir a vibração dos metais. A poesia das cordas. E presenciar aquela voz poderosa. Bom demais.
Varias músicas. Sempre com virtuosismos longos que não cansavam.
Ele sabe conversar e cativar o público.
Gostei muito da parte em que ele fala algo assim :
"Lá na minha terra, nos EUA, tem umas músicas, vocês conhecem? Rap... HIp HOp.
EU não gosto. Não me entendam mal. São rapazes talentosos. ELes conseguem fazer rima com tudo. Mas eu não gosto do jeito que eles tratam as mulheres. É por isso que quando penso em me aposentar eu não o faço. Senão, só sobrariam eles pra cantar."

Aí ele cantou "Please don´t take my sunshine away" em homenagem as mulheres.
E eu confesso que  chorei.


AH, sim, eu soltei um urro animalesco quando ele tocou "The Thrill is Gone" como encerramento.

É por causa dessa música que eu comecei a gostar de Blues.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

JIN JIN WOK - São José dos Campos

Atenção : Este não é um post patrocinado.

Não dar atenção ao que minha irmã fala dá nisso.
Há um tempo atrás, fomos eu, minha irmã e o namorado no Vale Sul Shopping.
Minhã irmã pediu um Sushi de salmão no Jin Jin Wok.
O negócio veio com uma cor estranha e com gosto de podre.

Algum tempo depois o que eu faço?
Invento de pedir um Yakissoba no mesmo lugar.
1) Demorou mais tempo pra fazer do que a Viena demora pra fazer uma pizza;
2) Assim que eu fiz o pedido, já vi minha Coca-cola fora da geladeira na bandeja.
3) Não me ofereceram hashi, nem vi em nenhum lugar para eu pegar. Se a gente tem que pedir hashi num lugar que vende comida oriental, algo não está certo;
4) Carne de porco dura;
5) A Couve-flor veio em pedaços enormes;
6) As cenouras estavam praticamente cruas.

Quando eu peço comida nesse lugar de novo? Nunca mais.

Eu não recomendo.