quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mister Sandman 001

Eu estou indo para uma festa, meu gerente disse para eu ir. Até me deu um presente para entregar ao dono da casa e da festa.

Eu vou andando pelo campo cada vez mais, não está quente. É fim de tarde.
O lugar é uma mansão no meio do campo. Enorme e luxuosa.
Quando entro eles colocam o mapa do lugar no meu celular para eu não perder. Já disse que o lugar é enorme? me perco duas vezes.
Muitos seguranças.
Quando finalmente chego no salão de festas eu percebo que todo mundo está vestido roupas sociais e eu estou de calça jeans e camiseta. E tênis.

Merda.

Chamo meu chefe e pergunto porque ele não me avisou que era uma festa chique.

Decido ir pra casa e trocar de roupa.
(...)
Quando chego em casa percebo que já é de noite. Preguiça bate e decido não ir mais à festa.

Às nove da noite o telefone toca.
Atendo e uma voz velha e cansada me pergunta porque eu fui embora de sua festa.
Percebo que estou falando com meu padrinho.
Caramba! O velho milionário e sem familia era meu padrinho?
Será que todo mundo da família dele morreu e o cara pode prosperar em paz?

E ele me diz que havia falado especificamente para meu chefe me convidar sem que eu soubesse de quem era a festa.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Explicações

Não sei se ainda tem alguem lendo este blog, mas quero dizer que, dentro em breve ainda esta semana, voltarei a escrever sobre diversos assuntos aqui.

Não deixem de me visitar.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Brilho de Glória 003

Relembrando agora eu só me lembro da porta do transporte abrindo.
E a explosão.
Depois acordei aqui no hospital, fui coçar o olho e comecei a gritar.
Meu braço direito não estava mais lá. O enfermeio teve que me dopar com uma seringa.
No dia seguinte (me disseram depois)ao acordar estava uma psicológa ao meu lado.
Luana qualquer coisa.
Ela me contou que assim que íamos desembarcar o veículo foi atingido por três granadas.
Eu e mais dois tivemos sorte. O resto do pelotão virou papinha. Não pudemos dar nenhum tiro. Eu perdi meu braço direito.
Mas a analista disse que tudo ia ficar bem, embora meu plano de saúde não cobrisse a clonagem de um novo. O Exército iria pagar a prótese de um braço mecânico (mas a manutenção seria por minha conta...)
Me sentia estranha, eu que nunca precisei usar nem óculos iria me tornar a porcaria de uma ciborgue.

Me deram uma licensa de 40 dias. Tempo necessário para a adaptação. Se eu tivesse despertado algumas horas a mais, eu não teria gritado pela falta do membro, teria gritado por ver aquele monte de metal.
Ah, sim, o exercito me informou que a prótese eles instalam, mas se eu quiser que parece um braço humano eu que terei que pagar a cobertura.

Bem, agora é hora de pensar no que irei fazer nessas 4 semanas de férias.